The Pains of Being Pure at Heart: Parece mas não é…
Mais uma vez, estava eu indo vasculhar o que o universo da música anda aprontando e, para surpresa, acabo descobrindo algo que achava que já estava morto. Trata-se da febre shoegaze. Pra quem não sabe ou não se lembra, este estilo musical batizado como Shoegazing ou shoegazer, é uma vertente de Rock alternativo que surgiu ao sul da Inglaterra no fim dos anos 80. Diz-se que Isn’t it Anything do My Bloody Valentine, lançada em 1988, tenha definido o som. Este braço do rock surgiu da postura de palco dos shoegazers, que durante os shows ficavam em seu mundo particular, pouco se importando com performances ou mesmo qualquer contato com o público.
Por querer redescobrir o shoegaze, acabo me deparando com algo realmente muito bom. Trata-se da banda “The Pains of Being Pure at Heart” e seu trabalho Pains Of Being Pure At Heart, primeiro disco oficial, após alguns EPs. Pros ouvintes, o deleite fica por conta das mircrofonias, barulhos e ruídos diversos e vocais com a cara de uma geração anos 90.
Formado por três garotos e uma garota, a banda veio de New York, apesar de ter todo um charme londrino. O quarteto mistura, além das citadas distorções, belas melodias, um pouco de indie e dream pop. Tem horas, que o grupo lembra Teenage Fanclub, em outros momentos, My bloody Valentine fica nítido. Não importa, ambas as influências são perfeitas. A faixa Everything With You certamente virá como hit de pistas alternativas.
Resumindo, o álbum consegue em suas 10 faixas não se perder levando tranquilamente a combinação de riffs com belas melodias. This Love Is Fucking Right e Stay Alive são a prova do que o índie está impregnado no CD.
Aposte! O The Pains of Being Pure at Heart deve se destacar como uma das grandes revelações para este ano que ainda está começando.
P.S. A capa é linda!

