Archive for January, 2009

08 Jan

Obrigado Senhor, o groove está salvo!

É verdade. Depois de tantas interferências sonoras, nada como começar o ano ouvindo som de qualidade onde o groove realmente faz sentido. Para isto, apresentamos The Rurals, um grupo que faz questão de inspirar-se nos altos e baixos da vida, dando uma vibe impressionante que eleva o cidadão mais descrente.
Lançado no final de dezembro, o novo álbum, intitulado Farming Grooves, vem com 11 faixas perfeitas onde o vocal de Marie Tweek faz um brilho sem precedentes.

Profundo e jazzístico, com pitadas house, Mainman Andy Compton, um dos líderes da banda diz sem convencimentos que este é o melhor álbum que o The Rurals já produziu. A mistura equilibrada do downtempo com o soul faz a cama de cada música, onde as nuances eletrônicas passeiam discretamente. Muito elegante.

Apesar de Tweek dominar a maioria das faixas, ela compartilha os vocais com outros expoentes do soul, como Rowan na abertura com “Better Place” e  com Madu, na perfeita “Missing You”.  Mas Farming Grooves logo esquenta a pista com o propenso hit “Dreams come true”, tão ensolarado que para ouvir não custa usar um óculos escuros.  A voz de Lise, outra colaboradora do CD, é tão sedudora que vale cada centavo na compra deste trabalho: “Importado”.

A nona faixa “So Sexy” é tão inspiradora quanto o próprio nome. Groove 100%.  Inspirado no soulful house, “Strange Ways” e  “Planting Roots” são um mix perfeito do charme e carisma que lembra às vezes Guru, outras vezes, The Brand New Heavies. De qualquer, são excelentes fontes. “Music is My Drug” é um irresistível house que comprova que, definitivamente, no mundo pop ainda tem gente que tem mania de fazer música BOA.

06 Jan

Quarteto eletrônico alemão vira trio

Depois de quase 40 anos de estrada, quem diria, a gênesis da música eletrônica ainda reverencia o grupo kraftwerk. Quem não se lembra do hit Music Non Stop? Pois bem, o grupo que, até então era formado por quatro elementos, virá ao Brasil e se apresenta, mais precisamente nos dias 22 e 20 de março, em São Paulo e no festival Just a Fest – Rio, respectivamente, com um integrante a menos: Florian Schneider, um dos fundadores do Kraftwerk.

O interessante que a banda, ao contrário de tantos outros grupos que se entitulam como pseudo mestres do eletrônico, tem em sua formação verdadeiros músicos que dedicaram anos de estudo de música clássica em Düsseldorf. o poder de influência do Kraftwerk vem de longa data dando novos caminhos a artistas e grupos consagrados como David Bowie, Joy Division, Afrika Bambaataa (leia-se Planet Rock).

No início dos anos 2000, o grupo teve a honra de criar a música-tema da Expo 2000, em Hannover.  E, graças à febre das novas vertentes do house, o que inclui o electro, a Casa de Força brindou o Mundo com a faixa Tour de France, evento frances movido a bicicleta, em 2003.

Para quem perdeu o memorável show de 2004, no Tim Festival, esta é a chance de recuperar o tempo e se agendar em março para os dias 22 ( São Paulo – Chácara do Jockey) e 20 ( Rio de Janeiro – Praça da Apoteose – Festival Just a Fest).

05 Jan

Morrissey lança novo trabalho em 2009

Ele está de volta. Podem oferecer rios de dinheiro, mas Morrissey continua implacável e nada de revival de The Smiths. O eterno fâ de Oscar Wilde e tantos outros lamentadores que fizeram a história da depressão literária está de volta e lança ainda em fevereiro novo CD só com inéditas.

O disco, Years of Refusal, chega às lojas por volta do dia 25, mas por aqui, já ouvimos o disco e, realmente, não é a toa que ele conitnua sendo um astro. Com um vocal impecável Morrissey desfia em 12 faixas o seu vigor, sem nostalgias. Mas novidade mesmo está na capa, onde ele aparece com algo além do seu eterno topete. Ou seja, tatuagens que mas lembram scarnifications, aquelas tatoos feitas com fogo.

A música  “That’s How People Grow Up”, vem neste disco, mesmo já ter saído como single em 2008. Dizem que o primeiro hit será “I’m Throwing My Arms Around Paris”, acompanhado com duas faixas inéditas “Because of My Poor Education” e “Shame Is the Name”, esta com vocais de Chrissie Hynder, líder dos  Pretenders.

Produzido por  Jerry Finn, colaborador de Moz em You Are the Quarry, de 2004, o novo trabalho de Morrissey está espetacular.

Comentando um pouco de caida faixa:
Something Is Squeezing My Skull – rock animado
Mama Lay Softly On The Riverbed – batidas marcantes, uma marcha rumo a novas empreitadas musicais.
Black Cloud – Riffs simples, mas pulsantes.
I’m Throwing My Arms Around Paris – Uma simpática balada que convida ao ouvinte a fazer longas viagens sem pensar no futuro.
All You Need Is Me – Rock. Sem lamentos.
When Last I Spoke to Carol – Mas batidas, assobios e metais. Linda!
That’s How People Grow Up – Rock pop do bem.
One Day Goodbye Will Be Farewell – O bom rock ingles de sempre.
It’s Not Your Birthday Anymore – Mais uma balada sem igual.
You Were Good In Your Time – Esta então é para cortar os pulsos.
Sorry Doesn’t Help – Boa, sem pretensões.
I’m OK By Myself  – Essa é para pista.
Enfim, aguarde e compre o seu sem protelar. Até então, o disco do ano.